terça-feira, 17 de março de 2009

SONHO DUMA NOITE


Sonhei que voava pelo Céu azul, poisando nas nuvens brancas de algodão, e bailando com as Estrelas que estavam a acordar para dar o seu brilho à noite que se avizinhava.
Sonhei que voava por cima de Castelos de Mouras Encantadas, e com elas brincava nas esteiras da Lua Cheia.
Sonhei que voava para junto dos meus Pais e juntos voltávamos a passear, a brincar e rodopiar como quando eu era criança.
Sonhei, sonhei e acordei.
E, ao acordar, vi que não havia Estrelas, nem Mouras Encantadas nem os meus Pais.
Acordei e vi a minha vida, tão sozinha, tão esquecida, vida tão mal vivida, que tive pena de ter acordado.
Acordei e vi cinco pares de olhos, olhando-me com tanta ternura e amor, que esqueci a pena de ter acordado e com eles brinquei, passeei e rodopiei como em criança.
Sonhos acordados, sonhos dormindo, são as fases da nossa memória, que vão e voltam.
E espero que a noite caia para voltar a sonhar e voltar a ser ainda mais feliz.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Aos meus Pais

Pai
Como eu sinto falta
Dos teus beijos,
Dos teus abraços
E das tuas palavras

Foste para outro Mundo
E nós ficamos sózinhos.
Mas como estavas
Tão só sem a Mãe
Chamaste-a para junto de ti
E ela foi ao teu encontro

E assim eu fiquei sózinha
Com o meu Filho.

O meu único anseio
É que os dias passem
Até ao dia que estaremos
Todos juntos novamente

terça-feira, 17 de junho de 2008

Em memória de SHAZA e SALSA as minhas "mimosas" mais velhas


Quando um dia chegamos para nos teus braços ficar, uma missão tinhamos a cumprir, pois também como os humanos, só tinhamos um certo tempo para cumprir aqui contigo, ao teu lado, antes de para sempre partir.
Tudo que nós precisavamos, tu deste-nos. Um lar, um aconchego gostoso, comida saborosa, cama macia, teus carinhos, tua atenção, teu amor. Nós só te viamos o tempo todo sorrindo, sempre presente, ao nosso lado.
Quando nos vias saracoteando, fazendo arte, brincando, correndo nos quatro cantos da casa, tu ralhavas, brigando sem raiva, tentando esconder um sorriso das nossas trapalhadas.
E nós com o rabinho abanando, só tentavamos a todo o custo mostrar toda a nossa felicidade. Sabes, neascemos com esta missão de junto de ti ficar.
Nascemos para te alegrar, te fazer feliz, nasci para mostrar que bonita ou feia, eramos diferentes de todos, entendiamos o que se passava, entendiamos o teu recado, nós também sabiamos amar.
E te amámos muito, como ninguém, em todos os momentos que ficamos juntas. Nas brincadeiras, no banho, quando no teu colo ficavamos cumplices, caladas, bem quietinhas só te olhando de mansinho esperando o tempo passar.
Lembras quando dormiamos ao teu lado, ou faziamos um burburinho só para chamar tua atenção? Quando brincavamos escondendo-nos, e tu nos chamavas e procuravas até nos encontrares onde estavamos. Eram maneiras que tinhamos de te mostrar o nosso amor. Não chores pela nossa partida. Hoje também somos anjos que cumpriram a sua missão.
Tu minha querida dona deste-nos todo o teu calor humano, muito amor e compreensão. E só te podemos agradecer por isso. Por nos teres feito imensamente feliz durante o pouco tempo de vida que ao teu lado ficámos.
Como duas cadelinhas especiais nascemos, como
duas cadelinhas especiais vivemos, como duas cadelinhas especiais partimos e como duas cadelinhas especiais permaneceremos na tua memória, mesmo que outros cãezinhos possam surgir na tua vida.
Para ti minha querida dona, com o nosso amor entregamos-te esta carta, agradecendo-te muito por todo o pouco tempo que juntas ficamos. Entende que partimos felizes pois foi o tempo certo de que precisavamos. E pelo amor que tu nos destes, hoje pudemos encontrar o nosso céu .
Queremos que te lembres, que mesmo anjos não estaremos muito distantes, tão longe. Ainda estamos aqui bem mais pertinho de ti!
Uma grande lambidela das tuas

SHAZA e SALSA

sábado, 15 de março de 2008

Somos Nós

Desgostos novos
Ilusões já velhas
Somos nós

Vidas desfeitas
E talvez refeitas
Somos nós

Cantos de dor
E cantos de Amor
Somos nós

Coros assumidos
Duma revolta muda
Somos nós

Livres de pensar
E presos de falar
Somos nós

Actores sem palco
Num teatro aberto
Somos nós

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Sonhos

Os sonhos são realidades
Que nós não temos coragem
De enfrentar no dia-a-dia

Aquilo que nós queremos,
Que não somos,
Tornam-se nos sonhos,
Em realidade.

Como somos felizes
Nesses momentos,
Tão breves, tão distantes,
Mas tão nossos.

Sonhos nossos, quem nos dera
Ser realidade.
Ter a coragem que não temos,
Ser aquilo que não somos,
Fazer aquilo que não fazemos.

Estamos fartos de ser iguais
A milhões de iguais.
Robots da vida, comandados por quem?
Apenas quando sonhamos,
Somos realmente nós.

Porquê ?


Porque
Te levaram
Tão cedo
Desta Vida?

Vida
Mal vivida
Desconhecida
Sem vida

Porquê
Tão brusca
Essa dor
De te perder?

Morte
Tão estranha
Desamparada
Sem morte

Porquê?